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Abstract

Este artigo examina as representações visuais da urbanidade negra do século XIX ao início do século XX. Considera-se como a urbanidade negra foi vivida, imaginada e visualizada nas cidades do século XIX, enfocando a tensa interdependência entre a cidade escrava (a cidade estruturada pela prática da escravidão) e a cidade negra (a cidade criada por e para os negros). Em seguida, analisa como os fotógrafos municipais representaram as favelas e os mocambos do século XX por meio dos regimes visuais da cidade escrava. Conclui-se que, a despeito de tais representações, o urbanismo informal constituiu sua própria prática visual, permitindo que os afrodescendentes inscrevessem a cidade negra de forma definitiva na tela urbana.

This article uses examines how Black urbanity was represented from the 19th to the early 20th centuries. It considers how Black urbanity was lived, imagined, and visualized in the nineteenth-century city, focusing on the tense interdependence between the slave city (the city structured by slavery) and the cidade negra (the city created by and for Black people). It then analyzes how municipal photographers represented 20th century favelas and mocambos through the visual regimes of the slave city. But informal urbanism constituted its own visual practice, allowing Afro-descendants to indelibly inscribe the Black city onto the urban canvas.

Este artículo examina las representaciones visuales de la urbanidad negra del siglo XIX y de inicios del XX. Se aborda cómo la urbanidad negra fue vivida, imaginada y visualizada en las ciudades del siglo XIX, enfocándose en la tensa interdependencia entre la ciudad esclava (la ciudad estructurada por la práctica de la esclavitud) y la ciudad negra (la ciudad creada por y para los negros). Seguidamente, se analiza cómo los fotógrafos municipales representaron las favelas y los mocambos del siglo XX a través de los regímenes visuales de la ciudad esclava. Se concluye que, pese a tales representaciones, el urbanismo informal constituyó su propia práctica visual, permitiendo a los afrodescendientes inscribir definitivamente la ciudad negra en el lienzo urbano.

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